É quase certo que a maior parte de nós (se não quase todos) não faz a menor ideia do que está a fazer. Nem tempo temos para pensar nisso. Envolvidos nos trabalhos, como esses assim nos obrigam, não damos conta que estamos já a construir o nosso futuro, que não depende de ninguém a não ser nós próprios. O testemunho de Eva só veio confirmar as minhas opiniões sobre o futuro, sobre a faculdade e sobre as nossas escolhas. É normal desesperar, é normal não saber o que andamos a fazer, é normal sentirmos que o tempo é tão escasso que não dá para nada. É normal também compreender que o primeiro ano é um ano de adaptação, logo está implícito que não é fácil. A própria Eva diz que os oito anos que passou na FBAUL não foram anos fáceis. Porém, levaram-na longe. Onde está agora. Trabalha como freelancer, após desistir de vários estágios, por não lhe oferecerem aquilo que ela pretendia, para si. E admite não saber o que está a fazer, ainda hoje. Sabe apenas que dá tudo o que tem naquilo que gosta e que faz e isso, na minha opinião, é a base de qualquer carreira profissional.
Posso, portanto, afirmar que foi reconfortante e inspirador ouvir um testemunho como o de Eva Gonçalves, no sentido de que, sabendo que (quase que) recentemente, passou por onde estamos a passar e está agora, segura com os dois pés na terra, por que razão não haveríamos nós de conseguir o mesmo?

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