O Bairro do Arco do Cego II

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Mais uma visita ao "nosso" bairro. Tornam-se cada vez mais frequentes e estamos ainda no início. É curioso como cada vez que lá volto olho de maneira diferente para as coisas. As janelas, as casas, as árvores, as pessoas, a forma como o sol ao logo da tarde incide de maneira diferente nos edifícios e no chão. O bairro tem um encanto indescritível. Como se fosse uma pequena vila no meio de uma cidade. Não é qualquer vila nem qualquer cidade, mas sim o primeiro bairro social de uma fantástica capital europeia, Lisboa. Cada ruela, cada porta, cada sombra. Cada pormenor transmite um pouco da vida do bairro. A simplicidade, a calma, o convívio e a sinceridade. As pessoas no bairro transformam-se, é como se não tivessem pressa, não tivessem preocupações, não tivessem problemas. Eu mesma me sinto assim quando lá vou, alheia à agitação constante da vida urbana. Há moradias tão limpas, pintadas recentemente, arranjadas, cuidadas. Mostram a importância que os moradores dão ao seu bairro, a preocupação por mantê-lo agradável, bonito, apelativo. Mas ainda assim, há casas degradadas, tinta lascada, cores desgastadas pelo tempo, marcas do passar dos anos. É curiosa esta diferença. 
Visitámos o edifício da Caixa Geral de Depósitos, que embora esteja já nos limites do bairro, é extremamente importante para a nossa pesquisa e conhecimento do Arco do Cego, como explicaremos no post "A Antiga Fábrica de Cerâmica". Deambulámos pelo bairro, percecionando emoções, luzes, cores, sons. Desenhámos e fotografámos com o objetivo de capturar frações de tempo, embora saibamos que aquele instante captado nunca se irá repetir. Sentámo-nos num café nas traseiras do Arquivo Municipal de Lisboa. Em conversa com os proprietários do estabelecimento, percebemos que era um sítio recente, e portanto não nos sabiam dar muitas informações relativas ao passado do bairro. Ainda assim, conhecemos um grupo de amigos que ali se reuniam para uma conversa e uma(s) cerveja(s) depois do trabalho. Foi-nos indicada a casa de uma senhora, cujo nome ainda não sabemos, que tem 84 anos e vive no bairro desde que nasceu. Hoje vamos falar com ela e tentar perceber um pouco de como surgiu o bairro, para que, como é a vida dos seus moradores agora e como era antes.





































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