Termas de S.Pedro do Sul

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Sempre me disseram que uma visita às termas de S-Pedro do Sul deveria ser algo de carácter obrigatório, dadas as suas raízes na História.

De facto, as primeiras utilizações das águas (para fins curativos) remetem-nos para a pré-História, apesar de não serem traços visíveis numa visita ao local. Contrariamente, é muito fácil dar-se conta da presença dos romanos antigamente nas termas. Do mesmo modo se verifica a passagem dos maiores reis portugueses. 

O local das termas de S.Pedro do Sul já conta dois milénios de idade: podem-se ver componentes em pedra do que outrora terá sido o Balneum Romano, cuja construção se deu nos primeiros anos do século primeiro. Já no século XII, sob a denominação de “Caldas Lafonenses”, este local é reconhecido e volta a ser um ponto de interesse pela parte de D.Afonso Henriques, sendo que foi ele mesmo, após uma fratura na perda sofrida na batalha de Badajoz, que se deslocou até lá para dar início à sua recuperação física na “Vila do Banho” (onde construiu também uma capela a S.Martinho, ainda hoje aberta ao público.  No século XVI, D.Manuel I decide desenvolver o local construindo o Hospital Real das Caldas de Lafões. 

Três e quatro séculos depois, uma nova modernização é concedida às termas. Em 1884, a câmara municipal de S.Pedro do Sul decide construir um balneário que veio substituir o velho e trintenário Hospital Real. E, curiosamente, a própria Rainha D.Amélia vai a banhos pela primeira vez no novo balneário, em 1894, de modo a poder dar atenção e prestar cuidados a problemas físicos que a chateavam. (Um ano depois, as Caldas Lafonenses são intituladas de Caldas da Rainha D.Amélia).

Só século XX, mais propriamente em 1910, é que o local é nomeado de Termas de S.Pedro do Sul e em 1987 é inaugurado um novo balneário, o Centro Termal (ao mesmo tempo em que se inicia a modernização do balneário Rainha D.Amélia, já existente e com necessidade de remodelações).

A minha visita às termas não foi completa, pelo que não usufruí do balneário (não há tempo para tal), mantendo-me apenas pela visita ao exterior, que só por si já é tremendamente bela. Um dia, talvez quem sabe, lá volte.

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