Hoje, dia 17 de março, realizou-se nas aulas de DC I a Cerimónia Potlatch.
Potlatch é uma palavra que significa “dar". O Potlatch é uma cerimónia tradicional nas tribos indígenas que habitam na América do Norte, como por exemplo Haida, os Tlingit, os Salish e os Kwakiutl. Esta cerimónia é uma festa religiosa de homenagem que incluí também um banquete. O homenageado renuncia a todos os bens e riquezas que acumulou ao longo da vida e distribui-os por familiares e amigos, que por sua vez oferecem também presentes ao homenageado.
Foi um evento com este princípio que realizámos hoje. Cada grupo juntou um conjunto de objetos provenientes do seu bairro, e transformou-os em oferendas para os restantes grupos. Primeiramente, cada grupo explicou qual o(s) presente(s) que tinha concebido e qual o seu significado e conceito. De seguida, os presentes foram trocados, quase como um convite para uma visita aos bairros de Lisboa escolhidos por nós. Foi uma aula diferente e muito dinâmica, e achámos bastante curioso ver os objetos trazidos e conhecer um pouco da experiência dos diferentes grupos no seu bairro.
Em grupo (grupo c, bairro do arco do cego), decidimos fazer uma pequena lembranca que retratasse a ideia que tinhamos do bairro do arco do cego. Queriamos algo simples, nao muito obvio, de modo a convidar os nossos colegas a visitar e descobrir o bairro que andamos a conhecer. Desde as primeiras iitas que fizemos ao bairro, deparámo-nos com contrastes, dualidades. Prédios velhos e prédios restaurados, casas com cores vibrantes e casas com fachadas pouco vivas, ruas estreitas e praças largas, casas onde vivem familias e edificios abandonados. Reparámos que dependendo da hora do dia houve-se e ve-se mais ou menos gente nas ruas, de tarde as criancas brincam em frente a escola mas de manha quase nem se houve vozes. Notámos principalmente nos residentes e frequentadores do bairro. Por um lado a tradição e a história do que foi o primeiro bairro social de Lisboa, por outro a modernidade e a atualidade que também já caracteriza o bairro. Pessoas novas e pessoas velhas. Os mais novos em grupo, os mais idosos sozinhos. Este contraste é muito visível no pequeno jardim que se encontra à entrada do bairro. Jardim com bancos onde passeam por um lado os idosos que transparecem solidão e por outro os jovens que convivem alegremente. No jardim há duas grandes plantas centrais com malmequeres amarelos. Estas flores dão vida a quem as observa, e situadas na entrada do bairro são quase como uma mensagem de boas vindas a quem quer que por ali passe. Assim, recolhemos algumas destas flores e fizémos um género de marcador de livros ou apenas objeto decorativo. Os objetos que produzimos seguem todos o mesmo princípio, embora sejam de tamanhos diferentes de acordo com a natureza das flores. São pequenas lembranças feitas à mão e, deste modo, pessoais. Pretendemos que seja um incentivo e um convite para que os nossos colegas se sintam curiosos por visitar o nosso bairro.


foi cusiosa, a vossa aproximação a trazer o bairro para a sala de aulas. podiam ter evitado os plásticos...
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