O café Barrosã

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No café Barrosã, uma antiga mercearia à entrada do bairro de quem vem do Largo do Leão, falámos com dois empregados. José Lopes trabalha no estabelecimento há 32 anos. Desde que se lembra, o Arco do Cego sempre foi um bairro tranquilo e demasiado pacato, todos se conhecem, parece uma aldeia no meio da cidade. Diz que é um bairro onde as pessoas apenas vêm descansar e dormir, todos trabalham fora e à noite é um autêntico deserto. Os poucos conflitos que existem são relacionados com a juventude do liceu, mas devido à presença quase constante da polícia, são raras as agitações. “É um bairro onde não se passa nada, não gosto dele por isso mesmo.” Este senhor falou-nos do dinamismo, por oposição, do bairro onde mora, Campo de Ourique. 

A Dona Olga trabalha há 30 anos neste café e também confessou não gostar particularmente do bairro, não há comércio, hoje as pessoas não se conhecem mas antes era como uma família. Os moradores saem de manhã e voltam à noite. O café é frequentado tanto por moradores idosos que continuam a vir como por novos residentes, mas principalmente por trabalhadores dos arredores do bairro. Ainda assim, há idosos que não saem de casa, e os jovens passeam pouco. Ao sábado e domingo é um deserto, está vazio. Ainda assim, D.Olga diz que ainda há gente nova e esperança em novas ideias. 

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