FILME - SINOPSE FINAL

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Seguindo os perceitos do Dogma 95, “Haverá espaço para nós?” é uma criação do grupo trinta e cinco que estuda o Bairro do Arco do Cego. 

A sua principal inspiração é o filme de Lars Von Trier, “Os idiotas”.

Um grupo de pessoas que fingem ter problemas mentais, no sentido de chamar a atenção de uma pequena sociedade que não passa de um povo calado que vive no bairro.
Incomodar quem passa, abordar quem não se conhece, agir descabidamente em qualquer rua, para fazer alguém acordar ou reagir é a principal mensagem que o grupo quer passar. Revelar um pouco do lado idiota de cada um de nós pode muitas vezes ser uma forma bem diferente e interessante de penetrar esta barreira inicialmente vista como intransponível.  Ter uma linha condutora definida por convenções e altas expectativas nem sempre é um bom método para tentar conhecer e entender esta aldeia fechada a sete chaves no meio da grande cidade que é Lisboa.

O seu nome: “haverá espaço para nós” é a nossa principal dúvida enquanto grupo. A aceitação em tantos núcleos tão diferentes uns dos outros. Num local de extremos contrastes é difícil criar um personagem deficiente mental que se adapte e interprete cenas tão distintas como um idoso sozinho calado que diambula até num grupo de jovens  animados que percorrem a rua num passo rápido. Temos de nos fazer companhia de quem está parado e click de quem passa a voar.
Fazer com que alguém pare só para olhar o que estamos a fazer é criar reação e motivo de interesse nesse alguém. É dizer que estamos revoltados com a atitude de comodidade das pessoas e exigirmos de alguma maneira novas dinâmicas e formas de estar. É manifestarmo-nos contra esta quietude de conformismo que não define o bairro nem como pacato, mas como morto, dominado por estas rotinas monótonas e por este silêncio que incomoda e que quebra o pensamento. Um bairro não é mais do que um local de vida e partilha, onde uma pequena comunidade se entreajuda e se conhece bem, que tem costumes e tradições em comum e principalmente que vive um clima de agitação e de constante movimento no qual as energias de cada um se cruzam, 
fazendo do bairro uma confusão boa. 

A nossa atitude e mensagem do filme pretendem questionar e colocar em dúvida a falta desses parâmetros de vida.
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